Investigadores veículam informações sobre Magalhães

Investigadores veículam informações sobre MagalhãesO Journal of Pacific History publicou neste seu número de Agosto, um estudo sobre Magalhães. Não, não é sobre o portátil, mas sim, a propósito de quem lhe deu nome – Fernão de Magalhães, pelo que também achamos interessante referi-lo aqui. O fenómeno oceano-atmosférico baptizado como El Niño, que nas últimas décadas muito tem sido estudado pelos cientistas climáticos, poderá ter ajudado o navegador português Fernão de Magalhães a realizar há quase 500 anos a sua viagem de circum-navegação.

Segundo o referido estudo, já antes publicado parcialmente pela revista Science em Maio, Magalhães encontrou bom tempo a 28 de Novembro de 1520, depois de enfrentar durante dias o ímpeto do mar a sul do ponto mais meridional da América. A partir daí, especulam os investigadores, a sua passagem para o Oceano Pacífico poderá ter sido ajudada pelos efeitos de acalmia do El Niño.

Os investigadores estranharam o facto de Magalhães se ter afastado do seu destino – as Ilhas das Especiarias, hoje Molucas, e pertencentes à Indonésia – e ter rumado muito para norte.

Só depois pensámos no El Niño, ao tentar perceber por que razão os ventos estavam tão calmos quando chegou ao Pacífico

Scott M. Fitzpatrick, antropólogo da Universidade do Estado da Carolina do Norte

Recorrendo a um computador, os cientistas criaram um modelo do vento e das condições do tempo no Pacífico durante o El Niño, e compararam-no depois com a rota de Fernão de Magalhães.

Os diários do navegador indicam que muitos dos seus marinheiros morreram ou adoeceram com escorbuto, pelo que terá simplesmente decido aproveitar os ventos e as correntes, mesmo que para tal perdesse alguns tripulantes nos seus navios, refere o investigador. Nos seus escritos, Fernão de Magalhães explica que decidiu seguir para norte devido a relatos de fome nas Ilhas das Especiarias, o que corresponde a um dos efeitos do El Niño. Fernão de Magalhães terá recebido correspondência de um amigo naquelas ilhas antes de iniciar a viagem, pelo que poderá ter sabido assim da vaga de fome. Mas como a correspondência ficou destruída no terramoto de Lisboa de 1755, isto é impossível de confirmar.

Embora permaneçam incertas as razões da escolha da rota seguida por Magalhães, as condições associadas ao El Niño podem em grande medida ser responsáveis pela estruturação da rota e a extensão do que muitos consideram a maior viagem do mundo, escreveram os investigadores. Fitzpatrick considera que a viagem de Magalhães poderá de facto constituir o primeiro registo do El Niño.

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um comentário a “Investigadores veículam informações sobre Magalhães”

  1. diana diz:

    eu acho que devia ser em 1º lugar todas as escolas de mirandela

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