JP Sá Couto: os pais do portátil Magalhães

JP Sá Couto, Intel, Jorge Sá Couto, João Paulo Sá CoutoDesde que foi anunciado o primeiro portátil made in Portugal, o Magalhães, que as notícias se dividem quanto à propriedade do mesmo. Efectivamente, a propalada fábrica da Intel em Matosinhos, afinal não é da Intel, mas sim bem mais dos irmãos Jorge e João Paulo Sá Couto. A JP Sá Couto é um caso paradigmático do sucesso escrito em português. O que começou por ser uma empresa familiar da Póvoa de Varzim, acabou (ou melhor encontra-se de momento) como uma marca nacional que prospera num mercado onde as grandes multinacionais costumam ditar as regras.

No top nacional de vendas em Portugal, a JP SáCouto, e os seus computadores Tsunami, só são ultrapassados pelas gigantes HP e Toshiba, e se calhar os seus 10% de quota nacional no mercado de computadores podia valer-lhe o Top 2, não fora a HP ter engolido a Compaq.

Segundo o Diário de Notícias, há mais de um ano que a JP Sá Couto estava a preparar o lançamento do primeiro computador portátil especialmente desenhado para as crianças do primeiro ciclo, algo único e inédito a nível mundial.

Com o investimento estrangeiro em queda e multinacionais como a GM, Aloa, Rohde e Lear a saírem deste rectângulo à beira-mar plantado e a rumarem a outros destinos de mão de obra barata, bem fazem as autoridades portuguesas em apostarem em investimentos nacionais de qualidade e tecnologia de ponta como este. O Plano Tecnológico bem pode agradecer uma iniciativa destas.

Segue-se a história dos irmãos Sá Couto, conforme publicada hoje mesmo no DN:

A FABULOSA HISTÓRIA DOS IRMÃOS SÁ COUTO, DA PÓVOA DE VARZIM

Sucesso. Um estudava engenharia, o outro era DJ. Agora fabricam computadores

A fabulosa história dos irmãos Sá Couto começa pelo facto incomum de dois irmãos se terem decidido juntar para abrir um negócio.

O povo diz que os irmãos toleram–se e os amigos se escolhem. Mas neste caso a história foi diferente. Filhos de um casal de professores primários da Póvoa de Varzim, Jorge, 21 anos à época, escolheu João Paulo, o mais novo dos seus três irmãos, para ser seu sócio num pequeno negócio de reparação de computadores.

Jorge tinha alguma coisa a ver com este negócio, já que estudava para engenheiro electrotécnico. Mas João Paulo era um homem dos sete instrumentos, que até assentar como empresário bem sucedido no sector informático, teve profissões tão diversas como a de vendedor de materiais de construção e DJ. Nenhum deles acabou um curso, mas Bill Gates já nos tinha provado que para ser triunfar neste negócio não é preciso ter um diploma universitário pendurado na parede. Já no Porto. Jorge e João Paulo trabalharam na casa do primeiro (o mais velho) a darem assistência técnica aos Sprectum, até concluírem que o negócio prosperava de tal maneira que se justificava a criação formal de uma empresa.

Em 1989, depois de dez anos de biscatos, nascia oficialmente a JP Sá Couto. A procura era tanta que rapidamente tiveram de abrir em Lisboa pontos de recepção de material informático carente de reparação.

“Com a vasta experiência que adquirimos nesta área, era fácil detectarmos os pontos fortes e fracos de cada máquina. Sabíamos melhor do que ninguém fabricar um computador, modificando-o para que não desse os problemas do costume”, diz João Paulo. Em 1994, nascia a marca Tsunami, que tem uma quota de 10% em Portugal e ocupa o terceiro lugar no top das vendas, atrás da HP e da Toshiba.

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23 comentários a “JP Sá Couto: os pais do portátil Magalhães”

  1. Fábio diz:

    Oh menina Débora, antes de reclamar devidamente por um computador, por favor aprenda a escrever sim? Obrigada

  2. Daniela Valente diz:

    Ola,tenho 12 anos e resido no Luxemburgo e faco parte de uma assoc. para melhoramentos a nivel escolar e autarquico,vamos ter uma reuniao com o presidente de camara e gostaria de falar no Magalhaes mas precisava de mais informacao,se existe versao Alemao ou Frances,se se destina a outras criancas que nao as Portuguesas etc,a nossa escola depende da Camara por isso tinha penssado dar essa ideia porque aqui tambem existem algumas criancas que nao teem computador.Obrig e espero ajuda
    Daniela Valente Luxemburgo

  3. VILMA MARQUES QUITÊTE diz:

    Quero adquirir um “Magalhães”, moro no Brasil, especificamente em pernambuco, Recife.Meu patrão (pessoa física), foi a Portugal e comprou um, mas não posso perguntar a ele,pois ele é muito fechado.Gostaria de saber o preçoe como adquirir.Me responda com certa urgência. Grata.Vilma.

  4. admin diz:

    Vilma: Olá Vilma. só lhe sabemos dizer que nas lojas custa 285 euros. em Portugal são várias que o comercializam: Fnac.pt, Vobis.pt, Chip7.pt …

  5. Talvez estas informações possam vir a ajudar alguem na aqusição de um destes portateis……e sem querer despeitar a “Intel” e a “SJ Sá Couto” acho que caso seja para adquirir numa loja(tipo fnac…..) mais vale optar pelo “Acer Aspire One”…

    Celeron 900MHz
    GMA 915
    Wi-fi Norma 802.11(Salvo erro)
    1GB RAM
    30GB de Disco

    Ouvi falar numa possivel versao do Magalhaes com a introsão de uma GMA 945 e um Intel Atom 1.6GHz que como se sabe é produzido a 45nm (45 nanometros é o tamanha de cada trasitor que compõe o CPU)……

    Tambem segundo informaçoes vai haver uma parceria com a TMN de forma á integração de placa 3.5G no portatil….mas penso que isso nao vira a ter anda a haver com o plano e-escolinhas

  6. paulo diz:

    olá sou da ilha da madeira, como concertar um magalhaes cá na ilha por meio da garantia? por favor ajudem-me que nao consigo saber? ou deito-o fora por nao haver garantia

  7. Jorge Rosa diz:

    Boa noite
    Estou interessado na exportação do PC Magalhães,alguem pode ajudar-me onde devo dirigir-me!?
    Obrigada
    jmvrosa@sapo.pt

  8. Elizabete diz:

    Agradecia se possivel que me informem- se como funciona o serviço de Garantia.
    As minhas filhas têm um Magalhaes cada uma. Um deles está avariado e dentro da garantia, gostaria de saber para onde devo enviar e se possivel que me enviassem um contacto.
    Aguardo a vossa resposta o mais rápido possivel.
    Obrigado pela atenção.

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